Apnéia

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A disfunção prejudica a qualidade de vida e pode ser responsável por acidentes no trânsito e no trabalho.

De 2 a 4% da população têm apnéia do sono. Entre os hipertensos, o índice pode chegar a 30%, já que a apnéia é fator de risco. O mais comum distúrbio respiratório do sono é ocasionado pela obstrução da faringe, que possui causas diversas, entre as quais a obesidade. 
Quando acometido pela doença, o paciente tem a entrada de ar no nível da garganta obstruída diversas vezes durante a noite, por períodos de pelo menos 10 segundos – mas que podem chegar a um minuto –, o que impede que o sono seja saudável e o corpo realmente descanse. Além disso, apresenta sintomas incômodos, tais como o ronco habitual e a sonolência diurna. 
A sonolência provocada pela doença também é relevante. Deve-se à impossibilidade do sono aprofundar-se devido às apnéias e pode ser acompanhada de dificuldades relativas à memória e à concentração. "Este sintoma se revela claramente nas pessoas que sempre dormem e estão sempre querendo dormir ainda mais. Claro que a sonolência pode ter muitas outras causas, mas, se acompanhada de ronco intenso e habitual, são grandes as chances de ser resultado da apnéia".
O exame que diagnostica a doença é a polissonografia – estudo do sono – em que o paciente é analisado pelos especialistas enquanto dorme. "Quanto maior o número de apnéias e quanto mais intensa a sonolência provocada, mais grave a apnéia". 
A musculatura relaxa durante o sono, mas apenas nos que possuem fatores específicos isto se traduz em obstrução da passagem de ar. "São várias possibilidades: respiração bucal, retrusão da mandíbula, postura inadequada da língua, garganta estreita, obesidade, e outras alterações da anatomia". 
A anormalidade do ronco e da sonolência e, em quadros mais adiantados, a perda de memória e dificuldades de concentração são motivos suficientes para a procura de um especialista,  especialmente em casos de obesidade ou hipertensão arterial (pressão alta). 
Há pacientes que sofrem as conseqüências da apnéia durante décadas e não procuram o especialista. "A maior parte das pessoas não percebe que tem a doença, pois acaba habituando-se aos sintomas". "Em geral, somos procurados pelas esposas ou maridos, que não conseguem conviver com o ronco alto". 
Nas versões mais leves, atitudes simples – como perder peso e evitar bebidas alcoólicas e medicamentos para dormir (hipnóticos) – podem resolver o problema definitivamente. 
Outra possibilidade, é a utilização de um dispositivo intrabucal que avança a mandíbula do paciente, e  posiciona a língua (propriocepção) possibilitando a passagem do ar.  Existem, ainda, as cirurgias, mas costumam ser eficientes somente em crianças. 
O tratamento nos casos moderados e graves se baseia em um equipamento chamado CPAP (pressão positiva contínua na via aérea). Trata-se de uma máscara de uso noturno, acoplada a um aparelho de pressão positiva, que gera e envia fluxo de ar, abrindo a faringe e possibilitando a normalização da respiração. A pressão positiva gerada pela CPAP impede que a faringe se feche durante o sono nos pacientes com apnéia, que, com o uso do aparelho, passam a ter um sono normal e reparador.

Respiração nasal

respiracaoFonte: ABN – Agencia Brasileira de Notícias

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